METAFISICA DE TRAZER POR CASA

Publié le par Dunes.Lover.

Poemas a integrar em “A dimenso do desejo”

 

METAFISICA DE TRAZER POR CASA  

( para Fernando Pessoa, Willy Hempel,Maria Pen,Reinaldo Ferreira

 Constantin Cavafy )

 

Durban Lisboa  Paris Mexico City  Alexandria

Ibo e Zanzibar: espaços Do aviao vejo  icebrgs

cima  nivel do mar  lugares ilhas.

Groenlandia   musical erosao radiosa

Colorado River e aves migrantes.

 

Do outro lado do nada.Vertigem. Ponto zero

Da metafisica.Vozes na bruma se questionam

Sobre tua condiçao . Desassossego espiral d’ouro

Em movimento que me persegue vida adiante

Recusa do mito o 12 da cabala judia e o ritual

Dos meus 29 tempos e contretempos.

 

Vulcao. Sonho meu desejo d’Abstracçao e

Exilio. Meu ponto de partida ? Ilhas solares

Na essencia gregas,  vejo ilhas onde meu corpo é

Oceano e Mar, a Solidao. A fuga do  mundo

Cao. Mar  de sargaços  vejo sois e sombras

Misteriosas .Coleras  azues. Outra luz.

 

 

Patmos 1979 Virgilio de Lemos   (a ser integrado  no  livro “Utopia ate Morrer”

 

e ainda «  O Eu de quem se exprime »

                                              (  Para  Reinaldo Ferreira e F.Pessoa )

 

Nao sei porque quebraste todos espelhos

Do teu quarto e deixaste teu corpo

Em sangue ?

Se és busca mineral do sentido

Da vida

Nao serà teu corpo a subjectiva luz

Que traça os sinais do « outro »

Em ti

O que intue e é a voz , o « eu »

De quem se exprime ?

 

Entro no teu quarto vazio

E no  pudor desta visita,

Tua voz fragil e inquieta

é  quem me redime da miséria

Do mundo !

 

Patmos 1976   Virgilio de Lemos

 

  

 

Odes a Mallarmé  que  figuram em

A DIMENSAO DO DESEJO »

 

Na depuraçao da linguagem

 

( 1953/63)

 

l.

musica e palavra

gesto

na depuraçao da

linguagem

vulcanica brancu da

ironia

transzgressiva brisa

desobediencia consequente

que fosse poesia.


2.

palavra que se abre

e fecha

rosacea de volupias

quebra e rompe e

voalibelula que se

desconstroi

exulta

desobediencia que

fosse poesia.


3.

palavra que violenta

a ideia

abre o pensamento

foge  de si mesma

desobediente sulco

que fosse consequencia

poesia

 

Durban L953

Bruno dosReis

 

ODE A MALLARME

 

O irracional é rei

No carnaval

Tangar o gesto o ritmo e

A fuga.

O irracionl é ela

Rainha do

Skokian  e

Marrabenta

Noite do

Speed

Musical

Autonomia noite

Da violencia a

Rebeldia

Extremos se eu

Trangredisse

Carnaval.

 

Durban 1953

 

Bruno dos Reis

 

MEU QUERIDO MALLARME

II

Se nos brancos de teus versos

Eso oculto – se o oculto

É o nao ditofora do meu espaço

 

Serà tua ausencia o que

Me escreve ?

 

Na luz de tua –minha inquietaçao

Novos brancos no branco

Sera obsessional o desafio ?

 

No enunciar do silencio e

Da nudez – soimbras que

Expio-

Fugitivas nupcias do vazio.

 

Durban 1963

Bruno dos Reis

 

 

 

ODE DE EVOCACAO A SHAKESPEARE

 

Pertence ao ciclo “A dimensao do desejo”

 

Tanta beleza Ju no teu regaço

Que meus impulses sao vaigens

Meus cavalos d’àgua sao selvagens

No espelho teu gôzo é inocencia.

 

E mesmo no descuido da rima

Meus ossos modelam teu poema

Minha lingua em teus sois se perdemde tanto galopar o cao me doi.

 

De bruços minha alma ja viaja

Veloz ela se crê no alto mar

E o corpo se afirma na linguagem !

 

Vertigemde um sonhado vôo

De tanta surpresa desdobrado canto

Efémera serà tanta beleza !

 

Virgilio de Lemos

 

(em vias de traduçao para o frances por Americo Nunes)

 

 

(procurar  ciclo 17 poemas de Amor ou Memoria do Mar

(virgilio de Lemos 1994/96 )

 

Teu canto

Na luz neutra da tarde

Segredos da monçao

Memoria tutelar deste Indico

De mulheres

 

Submersa voz

Cançao de antigamente

Aguas de surpresa  Ibo/1996

Na perfeita alquimia de imperfeitos destinos (

Jo’burgo/Maputo 1995)Ao eugenio lemos,pintor

À queima roupa as crianças ( ao Eugenio  Lemos ,ao Eduardo Whitte e ao Ebbe Carlson

E aos 7 elemntos do sextexto “Arco Iris”

 

Verificar onde se acham as tres odes a Rui Knopfli de  Setembro 1996(Londres)

2 sairam no final do livro Negra Azul (Amolp)

 

A grande depressao (a solidao é a alma que se veste de noite e o irreal que dança no avesso)  Ibo 1996

 

Wanda ma sera (almas que nos visitam à noite)  Julho 1996 IBO

 

ODES A CAMILO PESSANHA que é tambem Ode –Dada para Macau ! Durban 1953

 

Diz-me quis os poemas ou odes que nao tens na « Dimensao do Desejo e eu metoa-as no computador e envio-tas, !

 

 

 

DE TRAZER POR CASA

 

( para Fernando Pessoa, Willy Hempel e Maria Pen, Reinaldo F.

e Constantino Cavafy )

 

 

Durban  Lisboa  Mexico-City, Alexandria

Ibo e Zanzibar,Paris: espaços lugares ilhas.

Do aviao, icebergs acima do nivel do mar

Groenlandia e sua erosao radiosa

Colorado River as aves migrantes.

 
Do outro la   do nada  Vertigem .Ponto zero

Da metafisica  vozes na bruma se  questionam

Sobre  a sua condiçao desassossego  espiral d’ouro

Em movimento que me persegue vida adiante

Recusa do mito, o 12 da cabala judia.  e o meu 29 ?

 

Vulcao o sonho meu  desejo do  que seja Abstracçao e

Exilio. Meu ponto de partida ?  Ilhas solares

Estas. . Na essencia gregas ilhas  onde meu corpo

é o Oceano e o mar   a solidao que se busca

O mundo cao, mar que luta   sargaços sois e

Sombras misteriosas  e azues.

 

Patmos 1979   Virgilio de Lemos

 

(a ser integrado talvez em exergue  no inicio ou a separar o caderno final ?)

 

 

 

 

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